sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Efeito Televisão. Realidade nota 0, edição 10!


Televisão é isso aí. A gente liga a TV com o controle remoto e se desliga da realidade. E isso vale para qualquer programa que você possa assistir. Vale até mesmo para os telejornais.

O cara aí ao lado é o cônsul do Haiti em São Paulo, Gerge Samuel Antoine. Me desculpem tratá-lo dessa forma, mas acho que se é para tirar as máscaras, nada mais justo do que chamá-lo assim, ao invés de tratá-lo como senhor, doutor, vossa excelência ou qualquer outra coisa.

Durante os preparativos para uma entrevista ao SBT, naqueles momentos em que se acha que está longe dos ouvidos do mundo, o cônsul diz o seguinte: a tragédia "está sendo boa" porque "a gente fica conhecido".  E depois disso ele ainda completa: "acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo. O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano tá foda".

Aí as luzes foram ligadas, a câmera foi apontada para ele (porque ligada já estava, filmando-o nu e cru) e ele, de terço em punho, disse que lamentava muito tudo o que estava acontecendo no Haiti.

Mas isso não é novidade não gente. Boris Casoy, no primeiro dia de 2010 disse durante a vinheta do Jornal da Band que os garis estavam na posição mais baixa da escala de trabalho. Fora a captação das gargalhadas e das palavras pejorativas contra a classe. Depois ele veio a público pedir desculpas.


E só para lembrar outro episódio, no Caldeirão do Huck, durante o Soletrando, o "nobre" apresentador fez de tudo para manipular o resultado final, enrolando e confundindo a candidata mais preparada. Ele ajudou na cara de pau o campeão e assim chegou onde queria: mostrar para o Brasil que o programa dele promove o bem a todos.

Televisão é isso, só sabemos o que eles querem. E de vez em quando vaza um áudio aqui, uma imagem ali e as máscaram vão caindo.

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